Breve história do azeite

A oliveira, árvore de civilizações longínquas, tem lugar nos textos mais antigos: no "Génesis", a pomba de Noé traz no bico um ramo de oliveira para lhe mostrar que o mundo revive. No "Éxodo", Yaveh prescreve a Moisés a "Santa Unção" na qual o azeite se mistura com prefumes raros. E a Árvore Bíblica. No horto de Getsemani vivem ainda oito grandes oliveiras que viram rezar, chorar e morrer Cristo. O Corão canta a árvore que nasce no monte Sinai. Na lenda grega, Palas Atenea, deusa da

Azeite Camponês
Azeite Camponês

sabedoria e da paz, faz brotar a oliveira de um golpe, e, na sua grande bondade, ensina o seu cultivo e o seu uso. Por sua vez Minerva oferece aos romanos este presente dívino, asilo também da divindade. Para os egípcios é a deusa Isis, mulher de Osiris, deus supremo; para os gregos é Aristeo, filho de Apolo e da ninfa Cirene e Acropos, fundador de Atenas, que ensinaram o processo de extracção do azeite desta "árvore invencível que renasce de si mesma"(Sófocles), cujo cultivo Hércules propaga nos rios de Mediterrâneo.

Cantaram a oliveira Homero, Esquilo, Sófocles, Virgílio, Ovído, Plínio e Marcial.

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 De onde Vem?

Admite-se com frequência que a Síria e o Líbano sejam os seus lugares de origem. No terceiro milénio antes de Cristo, a oliveira cultivava-se na Fenícia, na Síria, na Palestina, sobre este "solo de azeite e mel" onde o rei David o preservava dos ladrões por intendentes especiais. Durante a XIX dinastia egípcia encontra-se nos oásis líbios, em Creta, nas costas do mar Egeu, na Ásia Menor, depois, ao ritmo das conquistas e da expanção comercial, na Sícilia, Itália, Tunes, Argélia, Marrocos, seguindo sempre de perto hoplitas e legionários, na Espanha, em Portugal, etc.

É sempre patrimómio dos países mediterrâneos, mas encontra-se também, na Argentina, na Austrália, no Brazil, no Chile, nos Estados Unidos da América, no Japão, no México, na República da África do Sul.

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 Cultivo e preparação

Segundo as diferentes regiões do Hemisfério Norte a floração tem lugar de Abril a Junho. A colheita em verde, de finais de Agosto a princípios de Novembro e em madura de Novembro a Março. Sendo frágil, a azeitona deve manipular-se com precaução.

Há que colher os frutos bem maduros preferentemente á mão, ou na impossibilidade, com varas, evitando mediante lonas, ou melhor ainda com redes, todo o contacto com o solo. Utilizam-se também processos de colheita mecanizada com máquinas sopradoras, sacudidoras ou vibradoras, mas até agora não deram resultados tão plenamente satisfatórios como a colheita manual.

Três dias depois de colhidas, com o fim de que nenhuma fermentação provoque um aumento de acidez do azeite, as azeitonas passam à extracção: depois de lavadas com água, vão seguidamente a uns trituradores de mós, segundo os processos clássicos. Obtido a frio a partir das azeitonas sãs, este azeite de primeira pressão, puro sumo de fruta, resultado de uma acção estritamente mecânica, é o alimento mais são, mais seguro, mais rico em ologomoléculas, muito valioso para as nossas células. Da pasta restante: extrair-se-á azeite que deverá ser refinado(acidez demasiado elevada, excesso de cor, cheiro e sabor muito forte) e não terá direito à denominação de "azeite virgem".

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 Tipos de azeite

As disposições internacionais nesta matéria são estritas, reservando-se a denominação de "azeite" ao procedente unicamente da azeitona; a sua definição exclui desta denominação todos os óleos obtidos por solventes ou por procedimento de reesterificação, assim como toda a mistura com óleo de outra natureza.

1. Azeite virgem obtido unicamente por processos mecânicos sem haver sofrido nenhum tratamento químico; este azeite virgem:

  • deve ir seguido, quanto á denominação do qualificativo "extra", "fino", "corrente", ou "semi-fino", segundo, entre outras coisas, o grau de acidez expresso em ácido oleico;
  • pode ser classificado como "produto natural";
  • pode ter as suas regiões, como os grandes vinhos e ser objecto de denominações de origem.

2. Azeite refinado : obtido pela refinação do azeite virgem, com algumas características organolépticas ou de outro tipo que devem ser rectificadas ou corrigidas pela refinação.

 3. Azeite ou azeite puro , obtido pela mistura de azeite virgem e azeite refinado, podendo este azeite constituir tipos(exemplo: tipo Riviera).

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O azeite e a saúde:

Na dietéctica e gastroenterologia: azeite, o rei, único entre todas as gorduras, é um sumo puro de fruta de pleno sol, rico portanto, em vitaminas. É a mais digestivél das gorduras. Absorvido ante uma boa refeição protege as mucosas do estômago e protege-o contra as úlceras. Tomado como laxante(1 ou 2 colheres de sopa em jejum, com ou sem limão ou café) não irrita o intestino, não contrai demasiado profundamente a vesícula, não cria hábito. Actua nas doenças das vias biliares e da vesícula.

Mercê do seu ácido oleico(que se metaboliza facilmente) é uma excelente fonte de energia, inclusivé para um coração doente.

Graças ao seu ácido linoleico, cuja escassa percentagem é correspondente às pouco elevadas necessidades do organismo humano, é benéfico no maioria dos casos.

 Em pediatria: Parecido ao leite da mulher pela sua percentagem de ácido linoleico, pode humanizar o leite da vaca desnatado e atende às necessidades de um organismo em crescimento. A sua acção emulsiva sobre as mucosas, faz dele uma indicação excelente na gastroenterite infantil. Limita as defeciências em ácidos essenciais no cérebro da criança.

Em gerontologia: Atrasa o processo de envelhecimento, em especial pela sua acção nas células nervosas e do cérebro e pelo valor da sua vitamina E, alfacoterol especialmente activo uma vez que os tocoferois têm actividade precisamente sob a forma alta.

Em cardiologia e sector cerebro-vascular: É eficaz como medida preventiva e curativa. Contrariamente às gorduras animais saturadas, reduz o excesso de colesterol sanguíneo: directamente pela sua associação lípidica parecida ao fruto, e directamente pela sua acção estimulante sobre a secreção da bílis, cuja função é precisamente destruir as gorduras saponificando-as e tornar solúveis os elementos que podem obtruir os filtros capilares. É o azeite tipo(no qual prevalecem os ácidos gordos monoinsaturados) necessário na dieta preventiva de doenças cardiovasculares chamada " de distribuição por terços".

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 O azeite e a beleza:

Nutre a pele, protege-a, suaviza-a, conserva a juventude do corpo e da cara.
Desde a antiguidade continua a usar-se em ungentos, banhos, massagens, máscaras de beleza ou champus.

 

O azeite velho recomenda-se para aquecer o corpo, provocar a transpiração, disolver os humores e dissipar a letargia. Posto na boca, conserva a brancura dos dentes e fortifica as gengivas.

A oleoterapia, demasiado esquecida, merece ser defendida, ensinada e praticada. Acelera a corrente sanguínea, dá dinamismo ao organismo, arma-o contra a toxemia.

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 O azeite e a cozinha:

O azeite suporta muito bem as frituras: a sua temperatura "crítica" é de 210º a 220º, o que permite todas as formas de cozinhamento. O ponto de fusão do azeite é de 5º a 7º: daí a sua boa digestabilidade. As suas virtudes nutritivas, digestivas, gustativas exaltam-se melhor, evidentemente, em crú. Conservando-o à volta dos 18º ao abrigo da luz. Podem-se juntar diferentes aromatizantes(alho, cebola, nós moscada, tomilho, louro...) e desta forma ter à mão azeites dos mais diversos sabores e dietéticos.

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 Embalagens disponiveis:

 

 

 

Tipo de Embalagem

Peso Bruto
(kg)

Peso Liq.
(kg)

Altura
(cm)

Comp.
(cm)

Largura
(cm)

Quant. p/
cont. 20"

Acidez (%)

0,5 0,7 1 1,5

Lata 20x200ml

4,720

3,664

20,0

23,0

13,0

4.860 Cxs    

Lata 40x200ml

9,560

7,328

20,0

33,5

19,0

2.000 Cxs    
Lata 48x200ml

11,472

8,793

20,0

37,0

20,5

1.870 Cxs    

Lata 80x200ml

19,000

14,656

20,0

36,5

34,0

1.100 Cxs    

Lata 20x500ml

11,180

9,160

28,0

29,5

19,0

2.000 Cxs    

Lata 24x500ml

13,360

10,992

26,5

35,0

18,5

1.700 Cxs    

Lata 40x500ml

22,000 18,320 26,5 36,0 30,0 1.000 Cxs    

Lata 20x1 L

21,500

18,320

29,5

40,0

22,5

1.000 Cxs  

Lata 6x3 L

18,670

16,488

22,5

34,0

32,0

1.170 Cxs      

Lata 4x5 L

20,180

18,320

26,0

37,5

26,0

1.000 Cxs  

Lata 20x32 O.Z.

20,630

17,444

29,5

40,0

22,5

1.000 Cxs      

Lata 4x1 Galão

15,820

13,956

26,0

37,5

26,0

1.000 Cxs    

Garrafa de Vidro Especial 6x1/2L

5,520

2,748

30,0

25,5

17,0

----

   

Garrafa de Vidro Especial 12x1/2L

10,670

5,496

26,0

35,0

26,0

1.150 Cxs    

Garrafa de Vidro Especial 12x1/2L c/cx

11,240

5,496

26,5

35,5

26,5

1.150 Cxs    

Garrafa de Vidro STD 24x1/2 L

16,900

10,992

20,5

45,0

30,0

1.050 Cxs      

Garrafa de Vidro STD 12x1 L

16,340

10,992

26,0

37,0

28,0

1.150 Cxs  

Garrafa de Vidro Azeol 12x1 L

16,560 10,992 30,0 34,0 26,0 1.071 Cxs  

Garrafa PET redonda 12x1 L (baixa)

11,780

10,992

25,0

34,0

26,0

1.422 Cxs    

Garrafa PET quadrada 12x1 L

11,780 10,992 27,5 29,4 22,1 1.608 Cxs    

Garrafa PET redonda Azeol 12x1 L

11,650 10,992 29,0 32,0 24,0 1.304 Cxs    

Boion de Plástico 4x5 L

19,470

18,320

34,0

33,0

33,0

----

   

Boion de Plástico PVC 4x5 L

19,550

18,320

39,0

32,0

32,0

----

   

Boion RD 208 L

206,000

190,500

88,0

--

59,0

80 Unid.

Jarrikan plástico 4x5 L

18,960

18,320

28,5

37,0

27,0

1.000 Cxs  

Unicube de 1000 L

984,000

916,000

116,0

120,0

100,0

20 Unid.

Flexitanques ± 23.000 L

±20.120,00

±20.000,00

--

--

--

1 Unid.

Galheteiro 4x1 L

10,356

3,680

27,0

37,5

26,5

1.000 Cxs      

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